domingo, julho 21, 2024
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Setembro em flor: nova vacina HPV9 protege contra mais 5 sorotipos

Neste mês, marcado pelo início da primavera, a campanha “Setembro em Flor” acende o alerta para um problema grave: a alta incidência dos cânceres ginecológicos, que afetam o aparelho reprodutor feminino. A estimativa do Ministério da Saúde é que, por ano, cerca de 30 mil mulheres recebam o diagnóstico de tumores no útero, ovário, endométrio, vulva ou vagina.

Dentre eles, o câncer de colo de útero é o mais comum. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), até 2025, serão mais de 17 mil novos casos por ano. Além da realização de exames de rotina, como o Papanicolau e visitas regulares ao ginecologista, esse número poderia ser minimizado com uma importante medida preventiva: a vacinação. Para aumentar a proteção de mulheres e homens contra o Papilomavírus Humano, que está associado a 95% dos casos deste tipo de câncer, começou a ser ofertada, recentemente, a versão mais moderna da imunização, a HPV Nonavalente (HPV9).

Em Belo Horizonte, a nova vacina é disponibilizada pelos laboratórios Lustosa e São Marcos – Saúde e Medicina Diagnóstica, marcas pertencentes à Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil. “Além de proteger contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18, presentes na vacina que já era comercializada, a nova vacina imuniza também contra cinco outros sorotipos – 31, 33, 45, 52 e 58, aumentando significativamente a proteção contra o câncer de colo de útero”, afirma Marisa Mariano, especialista em Vacinas do São Marcos.

Segundo Marisa, adultos que não tomaram a nova vacina podem se imunizar mesmo que já tenham tido uma infecção por Papilomavírus Humano (HPV), pois estão suscetíveis a tipos diferentes daquele que contraíram. “Já quem tomou a vacina comum, pode completar o esquema e aguardar 12 meses da última dose para poder iniciar o esquema com a HPV9, que também deve ser completo com o número de doses referentes a cada idade”, ressalta.

“Outra possibilidade é migrar do esquema da HPV quadrivalente para o da HPV nonavalente na época em que a próxima dose de vacina estiver programada, e, nessa data, iniciar o esquema completo da HPV nonavalente. A pessoa que completa o esquema vacinal está protegida tanto contra verrugas genitais, que são causadas pelos sorotipos 6 e 11, como também contra câncer de pênis e de ânus, causados pelos sorotipos 16 e 18”, complementa.

Esquema de Doses – A vacina tradicional contra o HPV é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde, conforme preconizado pela Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM), para meninos e meninas de 9 a 14, em esquema de duas doses. Homens e mulheres com condições de imunossupressão, como pessoas que vivem com HIV/aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos, podem também se vacinar no SUS a partir de 9 até 45 anos.

“Na rede privada, a vacina é ofertada para uma faixa etária maior, homens e mulheres, dos 9 aos 45 anos. Nesse caso, quem não foi imunizado até os 15 anos, deverá receber três doses. A segunda com um ou dois meses de intervalo da primeira, e a terceira dose com 6 meses de intervalo da primeira”, orienta Marisa, acrescentando ainda que, fora dessa faixa etária, a vacina pode ser aplicada apenas com prescrição médica, mediante avaliação de risco e benefício.

Cobertura Vacinal – Embora essencial para minimizar o aumento dos casos de câncer de colo de útero, a imunização contra o HPV segue tendência de queda no país. No ano passado, entre meninas e mulheres, a taxa foi de 75,81%, conforme o Ministério da Saúde. O índice mais preocupante é entre os meninos e os homens, de apenas 52,16%. “O HPV é de fácil contágio e eles podem transmitir, através de relação sexual sem preservativo, o vírus para as meninas. Daí a importância de campanhas específicas para aumentar a conscientização também dos homens”, alerta Marisa.

Para ela, é urgente aumentar a cobertura vacinal contra o HPV no país. “Precisamos, pelo menos, nos aproximar dos 95% preconizados pelo Ministério da Saúde. Só assim será possível minimizar os casos de câncer de colo de útero no Brasil”, defende.

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