sexta-feira, junho 14, 2024
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Uso excessivo de celular provoca dores e papadas no pescoço

Os problemas provocados pelo uso excessivo de aparelhos como celulares e tablets parecem crescer na mesma proporção em que a utilização desses equipamentos avança. Especialistas vêm alertando sobre os riscos de enfermidades geradas por esse comportamento. Uma dessas doenças é o chamado pescoço tecnológico, que causa dores na coluna e leva ao surgimento de papadas devido à postura inadequada.

Presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia, Viviane Angelina de Souza, relata que no dia a dia do consultório tem aumentado a queixa de dor na coluna cervical, inclusive entre adolescentes e jovens. Ela informa ainda que cerca de 30% da população sofre com dor de coluna crônica.

“Pelo menos uma vez na vida, a pessoa vai apresentar dor na coluna, principalmente na lombar, por diversas causas. Pode ser, por exemplo, devido à profissão. Mas o celular e o tablet têm sido uma causa importante de queixa nos consultórios”, diz.

Segundo Viviana Angelina, o problema do pescoço tecnológico ocorre devido à posição viciosa que adolescentes, jovens e adultos adotam para ver o celular, curvando a cabeça para olhar o aparelho colocado em posição mais baixa que a altura dos olhos.
Ela explica que, quando estamos olhando para frente, forma-se um ângulo de 90 graus. Nessa posição, o peso da cabeça é de aproximadamente 5kg. Mas, se a pessoa flexiona a cabeça e faz ângulo de 60 graus, ela passa a fazer uma pressão correspondente a 27 kg na coluna. “A coluna não foi feita para suportar 20kg a mais que o peso normal da cabeça”, alerta a reumatologista.

 

“As patologias desencadeadas por essa posição têm o nome de pescoço tecnológico, que vai gerar dores na coluna e até deformidades na coluna cervical devido à postura inadequada para ver o celular e tablet por horas seguidas, repetidamente”, completa. A dor pode ser localizada na coluna, mas também irradiar para ombros e costas. Também podem causar hérnias, além da questão estética do surgimento das papadas mesmo entre os mais jovens.

Para evitar ou minimizar os danos, a primeira indicação é reduzir o uso do celular. Depois, é necessário mudar a postura: eleve os aparelhos à altura dos olhos. Além disso, são recomendados exercícios físicos e alongamentos.

 

“O mais importante é se libertar do vício. Além da questão orgânica, da dor, da postura, tem a parte emocional. É comum entrarmos num restaurante e vermos toda a família olhando no celular, ninguém se olhando. A conversa entre os familiares é insubstituível. Não faz bem ficar preso ao aparelho o tempo todo. É preciso limitar o tempo que crianças e adolescentes ficam nos aparelhos telefônicos”, diz.

 

NO LIMITE

A secretária Thábata Campos Ferreira Reis, de 39 anos, vem sentido na prática os efeitos – e as dores – do uso excessivo do celular. Além de atuar como secretária, ela trabalha dando apoio a administrativo e financeiro a um curso de pós-graduação, orientando os alunos via WhatsApp. E, nos finais de semana, trabalha como organizadora de eventos. Além disso, gosta de partilhar momentos com os amigos pelas redes sociais. Ou seja, está sempre usando o celular.

 

Não teve outro jeito: está com dores na coluna e nódulos nos ombros. “Chegou ao limite do insuportável”, relata Thábata. Começou a fazer pilates e procurou uma fisioterapia. Em seguida, foi encaminhada a um massoterapeuta. Vem mantendo massagens e, em alguns momentos, recorre ao uso de remédios contra dor. Se ela pensa em reduzir o ritmo e o uso do celular? “Por agora não tem jeito. É uma questão de necessidade. Já me acostumei e, quando o volume de mensagem não é grande, acho estranho e parece que há algum problema”, responde ela.

EVITE DANOS

 

Veja abaixo como agir para evitar ou minimizar danos causados pelo uso excessivo de celulares e tablets.
– Reduza o tempo de uso do celular e tablet;

– Ao utilizar esses aparelhos, coloque celulares e tablets na altura dos olhos, de forma a evitar que a cabeça fique baixa por longos períodos;

– Pratique atividades físicas como Pilates e Yoga, recomendados por trabalharem alongamento e postura, fortalecendo a musculatura e deixando a pessoa menos suscetível a dores;

– Caminhadas em terrenos planos e com calçados adequados também são recomendadas;

– Faça alongamentos. Um exercício simples é mexer com o pescoço. Primeiro, mexa com a cabeça de forma a olhar para o teto e, em seguida, volte para a posição neutra. Faça movimento também olhado para os dois lados. Repita tais movimentos por 10 vezes, três períodos por dia;

– Caso o problema persista, é necessário buscar atendimento médico.

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