quarta-feira, junho 19, 2024
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Liberação de agrotóxicos pode refletir na infertilidade

O Diário Oficial da União registrou essa semana a liberação de 51 tipos de agrotóxicos no mercado brasileiro. Conforme levantamento do Greenpeace, desde o início do governo Bolsonaro (PSL), 290 substâncias foram permitidas para uso e dos 51 itens autorizados ontem, 18 são extremamente ou altamente tóxicos. Levando-se em conta os sete primeiros meses do ano, 2019 tem recorde na aprovação de agrotóxicos no Brasil. Essas liberações podem refletir diretamente na saúde da população, causando problemas relacionados a infertilidade.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o campeão mundial em consumo de agrotóxicos desde o ano de 2008 e segundo última análise da Anvisa, os níveis da substância presentes nos alimentos estavam acima do recomendado e agrotóxicos proibidos foram encontrados. Para o ginecologista, diretor da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, Dr. Marco Melo, grande parte dos agrotóxicos apresenta capacidade de desregulação do sistema endócrino humano, o que altera os níveis de hormônios sexuais e causa efeitos adversos, principalmente sobre o sistema reprodutor. “Infertilidade e declínio da qualidade seminal são alguns dos exemplos dessas complicações”, destaca.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Harvard, nos EUA, apontou que o consumo de pesticidas pode mesmo reduzir a fertilidade das mulheres. Publicado na revista Jama Internal Medicine, o estudo afirma que mulheres que comem duas ou mais porções de frutas e vegetais contaminados por pesticidas têm uma probabilidade 18% menor de engravidar e 26% menor de dar à luz um bebê vivo. Os testes da pesquisa foram feitos com 325 mulheres, de todas as idades, no Hospital Geral de Massachusetts. Elas responderam a questionários sobre suas dietas e, a partir dessas informações, os cientistas analisaram os níveis de pesticidas que possuíam em seus corpos.

 

O especialista ainda alerta que nosso organismo não tem a capacidade de eliminar muitos dos elementos químicos, que vão se acumulando no corpo ao longo dos anos. “Essa exposição contínua tem efeitos tão graves que nem mesmo a ciência sabe a dimensão do estrago que pode causar na saúde”, afirma. Enquanto legislações mais duras a respeito do uso de agrotóxicos na indústria agropecuária não são tomadas, o jeito é optar por frutas e vegetais que possuem teor mais baixo de pesticidas.

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