quarta-feira, fevereiro 21, 2024
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Isolamento social aumenta risco de queimaduras

O isolamento social provoca grande preocupação com o crescimento do número de acidentes domésticos. As crianças e adolescentes em casa acabam ficando mais agitados com a reclusão, elevando o risco de acidentes e deixando os pais em estado de alerta com diversas situações perigosas. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais orienta a população com dicas sobre como evitar os acidentes, principalmente, envolvendo fogo. O uso errado de álcool, por exemplo, já provocou um aumento de 25% no número de internações por queimaduras graves no Pronto-Socorro João XIII. As situações ocorrem frequentemente e são atendidas por cirurgiões plásticos nesse período. O Dia Nacional de Luta contra Queimaduras relembra a importância de combater e tratar as consequências desses acidentes.

 

Primeiro, é preciso ressaltar a necessidade de tomar cuidado ao manusear qualquer tipo de substância ou equipamento com riscos de queimadura. O álcool para limpeza das mãos e superfícies não deve ter contato com materiais inflamáveis ou com fonte de calor. Outro alerta está em relação aos acidentes envolvendo fogueiras e fogos de artifício com a chegada do inverno e as festas juninas. Mesmo durante o isolamento social, algumas famílias mantêm a tradicional comemoração que deve ser feita com muito cuidado. O Ministério da Saúde recomenda não usar fogueiras e, quando necessário, armá-las em lugares limpos e sem vegetação, evitando locais próximos a copas de árvores ou fios elétricos e uso de líquidos inflamáveis. Os fogos de artifício também devem ser evitados, quando não houver conhecimento para o adequado manuseio.

 

É crucial estar ciente das condutas que devem ser adotadas diante de uma queimadura, evitando erros que possam prejudicar ainda mais a região afetada. A recomendação é verificar a gravidade do ferimento, sendo que, nos casos em que uma grande área do corpo for afetada, com dor extrema ou bolhas, a indicação é procurar ajuda médica com o profissional adequado para avaliar o melhor tratamento, conforme cada caso. Deve-se evitar passar pomadas, gelo ou qualquer tipo de ingrediente que não seja água. Há uma crença popular que aplicar pasta de dente, ovo, manteiga ou óleo de cozinha ajuda a tratar o ferimento, mas é extremamente perigoso essa ação e agrava ainda mais as lesões. Também é contraindicado retirar a roupa sob a pele queimada ou estourar as bolhas. É preciso seguir as orientações médicas para prevenir complicações e garantir a recuperação completa do tecido.

 

A queimadura é considerada uma área do cirurgião plástico, atuando na fase aguda com a cicatrização da região queimada e no tratamento das sequelas, amenizando as cicatrizes e marcas. Muitas vezes, a situação requer apenas a aplicação de um curativo e orientação para cuidados com a pele. Nos casos cirúrgicos, o tratamento varia de uma simples remoção do tecido desvitalizado à colocação de retalhos e enxertos de pele. As áreas de dobras no corpo, como pescoço, cotovelos e axilas podem sofrer impactos comprometedores do movimento e a cirurgia plástica restaura a comodidade e a função, melhorando a aparência.

* Pedro Nery Bersan é cirurgião plástico do Hospital Madre Teresa e diretor da Clínica Bersan

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