domingo, junho 16, 2024
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Exame ajuda a monitorar eficácia da vacina de alergia

Quem sofre de alergias ou é próximo de alguém que tem o problema sabe que não é fácil viver com essa condição. O receio de que uma nova crise seja desencadeada a qualquer momento faz com que a pessoa adote, por muitas vezes, medidas restritivas, que podem atrapalhar compromissos sociais e profissionais, interferindo diretamente na qualidade de vida. Especialistas e pesquisadores do mundo todo estão em buscas constantes por soluções que possam evitar as reações alérgicas definitivamente. Contudo, não se trata de tarefa simples, uma vez que as manifestações podem ocorrer por diversos fatores.

Segundo o gerente técnico do Laboratório Lustosa, o farmacêutico bioquímico Adriano Basques, uma alternativa que tem sido adotada com muito sucesso em pacientes com doenças alérgicas mediadas por imunoglobulina E (IgE) é a imunoterapia. “Por meio desse recurso, pessoas com rinite alérgica sazonal, rinite perene, asma alérgica e anafilaxia a veneno de insetos podem ter reduções consideráveis na sensibilidade às substâncias alergênicas, o que significaria maior resistência ao componente e menos chances de desencadear uma nova crise”, ressalta.

Esse é um importante recurso da medicina, que já vem sendo realizado há mais de cem anos. O primeiro relato que se tem da utilização dessa prática foi publicado em 1911, por Noon e Freeman. Noon descreveu que a injeção subcutânea de um extrato de pólen suprimiu os sintomas induzidos por alérgenos. Desde então, a imunoterapia com alérgenos tem sido usada na prática médica para tratar com sucesso a hipersensibilidade a muitos alérgenos, incluindo ácaros, grama e pólens de árvores, veneno de insetos e pelos.

De acordo com Basques, a imunoterapia com alérgeno induz aumentos marcantes de imunoglobulina G (IgG) alérgeno específica e redução de longo prazo nos níveis séricos da IgE específica para o alérgeno, mas é necessário acompanhamento durante o processo. “A possibilidade de melhora é progressiva e deve ser acompanhada por um profissional de saúde. Uma alternativa que oferece resultados úteis para esse monitoramento é a realização do exame IGG4 específica. Com os dados do exame, o profissional de saúde consegue fazer o monitoramento do tratamento das alergias e verificar se apresenta um quadro de melhora ou até mesmo a adesão do paciente a imunoterapia ”, completa.

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