segunda-feira, março 4, 2024
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Chuvas aumentam risco de leptospirose

Os alagamentos em Belo Horizonte e região trazem uma preocupação de saúde pública com a leptospirose – doença infecciosa causada por uma bactéria chamada leptospira, presente na urina de ratos e de outros animais. Durante as enchentes, a urina de roedores presente nos esgotos e bueiros mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com essa água ou lama contaminada pode se infectar.

 

A leptospira penetra no corpo pela pele, principalmente por arranhões ou ferimentos e, também, pela pele íntegra, imersa por longos períodos na água ou lama contaminada. Por isso, a importância de usar botas impermeáveis e equipamentos de proteção ao entrar em contato com as águas de enchentes.

De acordo com o gerente técnico do Laboratório Lustosa, Adriano Basques, a leptospirose é considerada uma doença grave, podendo levar à morte. Os sintomas mais frequentes são semelhantes a outras doenças, como gripe e dengue: febre alta, dor de cabeça, dores pelo corpo (principalmente na panturrilha), vômito, diarreia e tosse. Nas formas mais graves, a pele e os olhos podem ficar amarelados (icterícia). O tratamento é basicamente com medicamentos, com a necessidade de internação hospitalar nas situações mais graves.
As principais medidas de prevenção da doença são o controle da população de roedores, a redução do risco de exposição às águas e lama de enchentes, medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a situação de risco, como o uso de luvas e botas; conservação adequada de água e alimentos; armazenamento e destinação adequados do lixo.

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