segunda-feira, março 4, 2024
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Casos de herpes-zoster aumentam após recuperação de covid-19

Felizmente, o número de casos de covid-19 reduziu significativamente no Brasil com o avanço da vacinação específica contra a doença. Aos poucos, a comunidade científica se volta para os efeitos da doença causada pelo novo coronavírus a longo prazo na saúde das pessoas. E já há indícios fortes da relação da pandemia com o aparecimento de outras doenças, entre elas, a herpes-zoster. Mas assim como no caso da covid-19, a proteção pode ser feita por meio de vacinação.

 

Estudos preliminares destacaram uma alta significativa nos registros da doença após março de 2020, quando o Brasil declarou estado de pandemia. Um dos levantamentos foi feito para Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) que, utilizando dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontou alta de 35% no número de casos de herpes-zoster. A doença é causada pelo vírus varicela – o mesmo da catapora – e normalmente atinge os mais velhos.

 

“Pessoas com mais de 50 anos que tiveram catapora na infância já são mais propensas a desenvolver a doença. Nessa faixa, pode ocorrer fisiologicamente uma baixa do sistema imunológico e, por ser uma doença oportunista, é o momento que ela se desenvolva. Indivíduos acometidos pela Covid-19 também sofrem impacto no sistema imunológico por vários motivos, entre eles o estresse. Isso leva ao aumento do cortisol no organismo (hormônio do estresse) que tem ação imunodepressora, deixando o organismo mais vulnerável a infecções”, diz Marta Moura, responsável técnica de vacinas do Laboratório Lustosa.

 

Após a ocorrência da catapora, geralmente na infância, o vírus da varicela tem a capacidade de ficar alojado nas terminações nervosas do indivíduo e pode ser reativado décadas depois, como acontece com a herpes-zoster. Ele provoca uma infecção severa, que acomete terminações nervosas (nervos periféricos) e também a pele, com muita dor, formigamentos, secreção purulenta, podendo causar problemas neurológicos graves, como paralisia facial (se acomete o nervo facial), surdez (quando acomete o nervo auditivo) ou cegueira (se acometer o nervo oculomotor). Mas a sequela mais severa é a neuralgia pós-herpética, que se caracteriza por uma dor muito intensa e que pode perdurar por anos.

 

Prevenção – Assim como no caso da covid-19, não há medicamentos que evitam a herpes-zoster e a melhor forma de evitá-la é com a vacinação. O imunizante é o mesmo aplicado nas crianças para prevenir contra a catapora, porém com uma concentração maior do imunizante e já está licenciada para adultos a partir dos 50 anos, além de ser recomendada como rotina para maiores de 60 anos de idade. Ela é contraindicada para pessoas imunodeprimidas, para quem tem alergia grave (anafilaxia) a algum dos componentes da vacina, pessoas com tuberculose ativa não tratada e gestantes. “A vacinação é o meio mais eficaz para a prevenção da doença, protege contra as formas graves, evitando sequelas ou comprometimentos indesejáveis”, diz Marta Vieira.

 

Além da vacina, é recomendada a adoção de uma alimentação balanceada rica em nutrientes e vitaminas para auxiliar no bom desempenho do sistema imunológico.

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