segunda-feira, março 4, 2024
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Como se proteger da Covid-19 nas confraternizações de final de ano


 
Natal e réveillon são datas em que tradicionalmente famílias e amigos se reúnem para celebrar. Mas com as restrições provocadas pela pandemia, infelizmente, as festas de fim de ano terão um cenário bem diferente. Todos sabem que não há condições de reunir toda a família como nos anos anteriores, ou participar daquela festa da virada em um clube da cidade. Mas, como então deve ser esse evento restrito? Quais pessoas devem ter acesso? Ou seremos obrigados a ficar dentro de casa? Fazer teste para COVID-19 é garantia de eliminação do risco de contágio?
 
O diretor técnico do Laboratório Lustosa, Adriano Basques, ressalta que é tempo de cuidados ainda mais severos, visto o aumento recente do número de casos e internações na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele afirma que as pessoas podem fazer os exames disponíveis para COVID-19 para saber se estão com a doença, mas ressalta que um resultado negativo não é uma “carta branca” para participação nas festas.
 
“O teste mais adequado para saber se a pessoa está contaminada é o RT-PCR. Seu valor diagnóstico é maior na presença de sintomas, pois estudos em pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas são ainda limitados. Então, pode acontecer da coleta ser feita em pessoas assintomáticas resultando em um diagnóstico ‘falso negativo’ devido à baixa carga viral. E, como o prazo para a entrega do resultado é de dois dias úteis, a pessoa também pode ser exposta ao vírus após o exame e receber o resultado que não condiz com a situação dela atual”, explica Basques.
 
Em outros testes, como o RT-PCR Express e a Pesquisa de Antígeno, é possível saber mais rapidamente os resultados, mas as pessoas também precisam ficar atentas ao período ideal de coleta para aumentar a eficácia do resultado e, se possível, fazer o isolamento antes do encontro familiar. Já os exames sorológicos não são adequados para identificar a infecção ativa uma vez que eles detectam os anticorpos, ou seja, se o paciente já teve a doença no passado.
 
De uma forma geral, a orientação é para que as reuniões de fim de ano só ocorram entre as pessoas de dentro do núcleo familiar de convívio. Os encontros com maior número de pessoas devem ser virtuais. Caso não tenha condições de evitar os encontros, todos devem tomar precauções para afastar ao máximo o risco de contágio e de propagar a doença.
 
“A pode fazer um isolamento voluntário de 14 dias e, depois, se submeter ao RT-PCR para confirmar se ela está com a doença e se o vírus está ativo. Sem sintomas no período de isolamento e com o resultado negativo, o risco de participar de pequenas reuniões é bastante amenizado, porém ainda recomendamos o uso de máscara, higienização constante das mãos e todos os outros cuidados para evitar a contaminação”, salienta o diretor do Lustosa.
 
Os cuidados também devem ser redobrados na preparação da ceia. Afinal, os produtos que serão consumidos vêm, na sua maioria, de supermercados e lojas com grande circulação de pessoas. “Todos os produtos devem ser higienizados assim que chegarem à residência. Os envolvidos na preparação precisam usar máscaras e luvas. O compartilhamento de pratos, talheres, copos, bebidas e aperitivos também não pode ocorrer. Se não for possível evitar que mais pessoas participem, peça para que cada um prepare seu prato em casa com todos os cuidados e leve para a ceia. É uma situação diferente, não podemos ‘baixar a guarda’ tão próximo à liberação da vacina”, aconselha Basques.
 
LOCAIS ABERTOS
 
Uma das alternativas buscadas por muitas pessoas, principalmente em relação à virada de ano, é a reunião em locais abertos, como sítios e chácaras. Mas será que é seguro? Segundo Basques, mesmo em locais mais isolados e com maior circulação de ar, são necessárias medidas de isolamento, pois o risco diminui, mas não acaba.
 
“O risco de transmissão da COVID-19 se dá com o contato próximo de uma pessoa infectada com outra saudável, não importa se o local é aberto ou fechado. Em um local fechado, o risco de transmissão para várias pessoas é naturalmente maior, mas não quer dizer que em um lugar aberto não possa haver infecção. Quem opta por se reunir em locais abertos deve seguir os mesmos protocolos de proteção, como uso de máscara, higienização das mãos, evitar aglomeração e manter uma distância de pelo menos dois metros dos demais presentes”, observa.
 
Para quem mora em apartamento, a orientação é fazer o encontro com o mínimo de pessoas possível e, mesmo assim, mantendo todas as janelas do imóvel abertas para dificultar a propagação do novo coronavírus.

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