quarta-feira, junho 19, 2024
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Rede Mater Dei participa do 27º Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva

Entre os dias 10 e 12 de novembro aconteceu em Brasília, no Centro de Convenções Internacional, o CBMI 2022 (Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva), o maior simpósio do país sobre os cuidados médicos a pacientes críticos. Após dois anos online, em sua vigésima sétima edição, o encontro voltou a ser presencial.

Durante os três dias, o congresso contou com mais de 260 palestrantes, nacionais e internacionais, que apresentaram conteúdos científicos, compartilharam experiências e participaram de aulas exclusivas. Um dos principais pontos do CBMI 2022 foram as apresentações dos casos clínicos, enviados ao longo deste ano, por médicos participantes do evento.

A Rede Mater Dei de Saúde levou ao CBMI dois relatos clínicos sobre pacientes que precisaram de tratamento utilizando a ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea).  Os casos aconteceram em Belo Horizonte, no Mater Dei Santo Agostinho.

A coordenadora do time de ECMO da Mater Dei, a cardiologista Marina Fantini, foi a responsável pela condução dos tratamentos. “Compartilhar conteúdo científico e contribuir para o aprendizado de outros grupos, traz resultados bastante satisfatórios. Assim demonstramos que em Minas também se faz medicina complexa”, ressalta Fantini.

Os casos apresentados pela equipe da Mater Dei no CBMI foram de pacientes em situação clínica extremamente grave acometidos por COVID-19. “No momento em que a ECMO foi iniciada, os pacientes, um homem e uma mulher gestante, apresentavam hipoxemia (pouco oxigênio no sangue) e hipercapnia (elevado nível de gás carbônico no sangue), problemas que inviabilizam a vida. Sem a terapia, os dois pacientes não teriam sobrevivido”, destaca a médica.

A Rede Mater Dei é pioneira na utilização de ECMO em Minas. A terapia é realizada por uma equipe especializada e se tornou parte dos tratamentos disponíveis na terapia intensiva. “O engajamento dos profissionais que atuam na Mater Dei, foi fundamental para o sucesso do tratamento destes pacientes. Conseguimos organizar e disponibilizar a terapia em uma força tarefa que envolveu vários setores da Rede”, salienta a médica especialista.

Durante o maior pico de casos de Covid-19 no mundo, houve escassez de material para ECMO em todo o planeta. Entretanto, a Rede Mater Dei de Saúde, atendeu a todos os seus pacientes que precisaram da terapia. “Os resultados obtidos dentro da Mater Dei foram superiores aos resultados divulgados na literatura internacional. Tivemos uma sobrevida de 65%, enquanto centros internacionais de saúde divulgam números em torno de 50%”, destaca Marina.

O que é ECMO

A ECMO é uma terapia de suporte multidisciplinar, praticada pela primeira vez em 1972, e seu objetivo é substituir a função do pulmão ou coração, enquanto a doença base que acomete o paciente é tratada. “Existem duas modalidades principais de ECMO, Veno-Venosa (VV) e ECMO Veno-Arterial (VA). Na primeira, o sangue pobre em oxigênio e rico em gás carbônico é retirado do corpo através de uma veia calibrosa e direcionado a uma membrana oxigenadora (pulmão artificial), onde se torna arterializado. Com muito oxigênio e pouco gás carbônico, o sangue é reintroduzido no organismo através da artéria. Este processo é chamado de ECMO VA. Nesta modalidade, a função do coração e do pulmão foi substituída”, conclui Marina Fantini.

A ECMO é um tratamento considerado quando o paciente não respondeu às medidas clínicas indicadas a sua condição de saúde. Outra premissa para a terapia, é que a doença base que afeta o paciente precisa ter causa reversível.

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