quarta-feira, junho 19, 2024
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Duas a cada mil pessoas são diagnosticadas com trombose

Uma das maiores preocupações de quem usa pílula anticoncepcional é o risco de trombose, uma formação de um coágulo dentro da veia, bloqueando a circulação sanguínea. A pílula é apenas um dos fatores de risco da doença que pode acometer pessoas em geral e em qualquer idade.

 

Conforme a Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular e Angiologia, dois a cada mil brasileiros são diagnosticados anualmente com o problema que, devido suas complicações, podem causar morbidade e levar a óbito. Os dados são considerados alarmantes e, para evitar a doença, é preciso conhecer os fatores de riscos, desde imobilização prolongada a distúrbios sanguíneos, como trombofilia e neoplasias, passando por desidratação e tabagismo.

Há também condições que podem desencadear um evento trombótico, quando associadas a fatores de risco, como obesidade, idade avançada, presença de varizes nos membros inferiores, insuficiência cardíaca congestiva, doenças inflamatórias intestinais, síndrome nefrótica e pós-operatórios de grandes cirurgias.

 

Geralmente, os membros inferiores costumam ser os mais afetados, mas o problema pode acometer também as veias dos braços e dentro do abdômen ou qualquer outra parte do corpo. A trombose tem tratamento e quanto mais rápido diagnosticada, mais rápido será o processo de cura e/ou alívio dos sintomas; endurecimento da panturrilha – a perna fica quente, às vezes avermelhada e pode ter ou não dor na região mais afetada.

 

O maior risco da trombose são as complicações com insuficiência venosa crônica ou síndrome pós-trombótica; inchaço crônico da perna afetada e/ou dor acompanhada de varizes; mudanças na pele, podendo se tornar mais escura e seca; eczema, coceira muito forte que pode levar a uma ferida de difícil cicatrização e, a mais grave delas, a embolia pulmonar (EP), apresentando alto índice de mortalidade.

 

A maioria desses fatores de risco e desencadeantes pode ser alterada com mudança de atitudes, sendo a primeira delas, buscar informações sobre as doenças mais comuns na família. Se várias pessoas apresentam relato de trombose, é bom procurar um médico para fazer exames e saber se você tem uma tendência maior para desenvolver o problema. A segunda providência é hábito.

 

O conhecimento sobre essas informações deve levar a uma mudança no estilo de vida, parando de fumar, cuidando da alimentação e do peso, andar e movimentar os músculos da panturrilha, praticar atividade física regular com movimentos aeróbicos e fortalecimento da musculatura, como caminhada e musculação, tratar as varizes, fazer uso da meia elástica de compressão sempre que precisar e ficar muito tempo parado e, não menos importante, manter-se hidratado.
A medicina evolui e as pessoas devem se motivar a cuidar bem da saúde para não ter que tratar de doenças. A informação de qualidade e boas atitudes permitem evitar muitos problemas. Saúde é uma questão de atitude.
* Bruno Naves é angiologista e cirurgião vascular do Hospital Madre Teresa

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